O que é psicanálise? O que é o significante? “ Como ensinar o que a psicanálise nos ensina?” Como articular o impossível do analisar com a evidência da eficácia da prática analítica?
Questões como estas estão na base do que se pode pretender como formação do psicanalista e, ao tempo em que não comportam respostas conclusivas, vão produzindo proliferações discursivas neste campo, aberto desde sua estrutura; é assim a invenção freudiana.
A Fazenda Freudiana de Goiânia traz esta marca constituinte de um fazer, fazer freudianamente e fazer banhado neste caldo de cultura que nos constitui desde este lugar geográfico.
A formação que a Fazenda sustenta se apóia no clássico tripé constituído pela análise pessoal, a supervisão e o percurso institucional demonstrado pelo questionamento da teoria e a produção escrita daí decorrente, o que produz avanços nas formulações teóricas. A análise pessoal é a âncora da formação, e a Fazenda, em que pese não impor “ escolhas”, requer a demonstração institucional que qualifique o percurso de cada um.
A supervisão requerida a partir dos primeiros passos na clínica, é acompanhada pelo Diretório da Fazenda ( que estatutariamente é responsável pelo ensino) e é entendida como um estágio intermediário e necessário entre o não saber que vem da clínica e o saber advindo da teoria.
O percurso institucional requerido se faz pela participação em Seminários Introdutórios, Seminários Avançados, Grupos de Estudos e produção escrita em forma de Oficinas de Psicanálise, Oficinas de Pesquisa, Oficinas de Textos de Freud e Lacan e 4 Trabalhos Anuais, estes com um alcance maior e voltados ao estudo das estruturas clínicas ( histeria, neurose obsessiva, psicose e perversão). Este percurso se estende por um período de 4 anos e compreende o que a Fazenda reconhece como formação básica. E é desde aí que se instala a formação permanente, única forma de pensar a formação do psicanalista, tendo em vista que se trata, nesta formação, das formações do inconsciente.
Eduardo R. Verano
A partir do mês de abril todos os interessados na Formação terão a oportunidade de tirarem suas dúvidas e estabelecerem um melhor contato com os trabalhos da FFG, através dos Plantões Informativos, às quintas-ferias às 20h com um de nossos orientadores.
Ps.: Será necessário que os interessados entrem em contato com a secretaria da FFG para agendarem os plantões.
PROJETO DE FORMAÇÃO PARA 2007
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VISITANTES |
MEMBROS EM INFORMAÇÃO |
MEMBROS EM FORMAÇÃO |
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- Participação exclusiva nos seminários das quartas-feiras a cargo dos diretores de formação que são os cinco membros do Diretório.
- palestras
- cinema |
Participação nos Seminários das quartas-feiras e nas atividades desenvolvidas nas terças-feiras:
- oficinas;
- mutirão;
- apresentação de trabalho anual;
- indicação bibliográfica |
Participação obrigatória em todas as atividades desenvolvidas nas terças e quartas-feiras e
-Reuniões com o Diretor de Formação;
- Secção Clínica
- orientação de trabalhos
* A Supervisão deverá ser paga à parte |
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ATIVIDADE GRATUITA E ABERTA AO PÚBLICO |
ATIVIDADE RESTRITA A MEMBROS DA FAZENDA FREUDIANA
VALOR: SETENTA POR CENTO (70%) DO SALÁRIO MÍNIMO EM VIGOR
O pagamento deverá ser efetuado até o dia 10 de cada mês
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ATIVIDADE RESTRITA AOS MEMBROS EM FORMAÇÃO
VALORES: MEMBROS INSCRITOS NA FAZENDA ATÉ 2006 – UM (1) SALÁRIO MÍNIMO E MEIO (1/2) MENSAL
O pagamento deverá ser efetuado até o dia 10 de cada mês |
São cinco os diretores de formação: Beatriz Valle, Eduardo Verano, Isabella Castro, Norton Leão e Roberto Mello. Cada membro em formação deverá nomear um diretor para cuidar de sua formação.
Cada diretor acompanhará de perto a participação de cada candidato, atualizando periodicamente sua ficha de inscrição e verificando se cumpre os requisitos de: 1. análise pessoal; 2. supervisão; 3. debate teórico na instituição. Verificará se o candidato está em dia com suas obrigações junto à Fazenda. Cada diretor repassará ao Diretório as informações sobre cada membro em formação. Cada diretor organizará, a seu critério, as atividades de formação, quer se chamem seminários, mutirões, oficinas, secções clínicas etc.
As oficinas são um ensaio para o trabalho anual. Cada candidato deverá apresentar duas oficinas por ano, a partir de março.
A supervisão deve ser feita com membro psicanalista da Fazenda e sua periodicidade deve ser determinada pelo supervisor.
Cada diretor orientará as oficinas o os trabalhos anuais dos membros em formação sob sua responsabilidade. Cada membro em formação deverá apresentar quatro trabalhos anuais sobre cada uma das estruturas clínicas (histeria, obsessão, psicose, perversão; a fobia, “placa giratória”, não sendo considerada uma estrutura).
O ano de 2007 será o da psicose, em continuidade com o ciclo tradicional dos estudos da Fazenda.
Será também o ano em que a Fazenda, atendendo ao convite de Mario Fleig, de Porto Alegre, participará do encontro cm Charles Melman, para uma jornada sobre psicose (paranóia), em maio. Por isso, a Fazenda destaca, na bibliografia sobre a psicose, o estudo do caso Schreber na obra de Freud. A bibliografia para a jornada com Melman está indicada no e-ail distribuído por Eduardo.
O texto para o mutirão (exclusivo para os membros associados) é “De uma questão preliminar a todo tratamento possível da psicose”, nos “Escritos”, de Lacan. O mutirão mostrou, na prática, uma saída para maior participação na leitura de textos.
O Diretório considera que a formação do psicanalista é permanente, em participação voluntária dos membros associados. O projeto desdobra-se numa formação básica a ser conduzida pelos membros do Diretório, tendo como fio condutor a estrutura clínica indicada a cada ano. A cargo de Beatriz Valle, a Fazenda oferece como diferencial a formação no âmbito da psicanálise com crianças.
Goiânia, 19 de dezembro de 2006.
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